sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ethernyt – Sob o Domínio das Sombras

E a aventura continua.

Autor: Márson Alquati
Coordenação Editorial: Ednei Procópio
Assistente Editorial: Juliana Medeiros
Comercial: Simone Mateus
Revisão: Sandra Garcia
Editoração Eletrônica: Equipe Giz Editorial
Impressão: Prol Gráfica
Editora: Giz Editorial




Este é o segundo livro da saga “Ethernyt” do gaúcho Márson Alquati, que já considero um entre meus autores favoritos, sem medo de ser exagerada ou demagoga.
Porém, prometi a mim mesma (e inclusive ao autor) dar minha opinião sincera a respeito de sua obra. Aqui no blog já fiz a resenha para o volume um da trilogia, Ethernyt: A Guerra dos Anjos e fiquei incrivelmente empolgada com a leitura que logo adquiri o segundo e pretendo enveredar no próximo em breve.
Mas vamos antes à algumas características que se mostravam no primeiro e que continuam neste.
Os personagens são muito carismáticos, fortes, de personalidade distintas, e que eu costumo caracterizar como “personagens tipo”, onde cada um tem um elemento principal (ou dois) de sua personalidade que o destaca e o individualiza dos demais. Porém, são personagens que não sofrem mudanças interiores com o decorrer do tempo. Mudando de posturas talvez, mas nada na sua personalidade é realmente alterado. Isto, inclusive, é bastante utilizado em filmes de ação que exigem muito mais dos acontecimentos para sua trama, do que da evolução do ser humano. Essa forma de construção pode dar muito errado, criando “pessoas” vazias para seus enredos, ou, como é o caso de “Ethernyt”, dar super certo, pois a velocidade dos acontecimentos não nos permitiriam mergulhar profundamente em todos eles, e porque eles foram forjados de tal maneira e precisão, que tornam-se palpáveis e logo nos apegamos a eles.
Outra coisa que me chamou atenção no livro anterior e que aqui continua é o cuidado histórico, geográfica, e técnico que permeiam a obra o tempo todo. Pois as aventuras que rapidamente se seguem no enredo viajam o mundo com os personagens, e a própria história da humanidade é reescrita a partir da “verdade” que vem à tona com a existência de anjos e demônios. No quesito geográfico vai desde passagens detalhadas por rodovias, cidades inteiras, lugares inóspitos, ou grande pontos de turismo com um cuidado inclusive arquitetônico na descrição. E na parte técnica, é que tanto os armamentos bélicos, os carros, aeronaves e tudo o mais, parecem ter saído de uma verdadeira enciclopédia trazendo incrível veracidade à obra. E toda essa pesquisa, é um sinal do quão empenhado o autor foi ao escrever essa trilogia que de comum, não tem nada.
Aqui, anjos e demônios, não são nada do que toda a mitologia e literatura fantástica já sonhou criar, e para garantir a originalidade e grandiosidade da obra, estamos às voltas também com extraterrestres, tecnologias muito avançadas, e conspiração, muita conspiração que, nesse volume dois, alcança toda a humanidade.
Na sequência dos dois volumes, Márson Alquati, vai do micro ao macro, das dúvidas e desafios de meia duzia de personagens para a catástrofe global, do medo do futuro para o caos personificado.
Confesso que sempre que um livro de fantasia mexe com toda a humanidade, me deixa com um pé atrás, pois a tarefa de narrar acontecimentos em todo o mundo com perfeição e nitidez é trabalhosa, árdua e pode deixar muitos furos, mas este autor não teve medo. E a tarefa foi cumprida muito bem.
Como pontos negativos do livro, há apenas detalhes. Primeiro que no último terço do livro, o autor usou repetidamente a frase “ato continuo” para expressar reações seguidas umas das outras. Não que seja algo grave, mas trava a leitura um pouco. Um detalhe que a revisão deixou passar. E em segundo lugar é que Márson tem o costume de colocar certos personagens fazendo piadas uns dos outros em vários momentos, inclusive nos de maior tensão. O que caiu muito bem no volume um, não ficou tão bom aqui. Pois em momentos de incrível apreensão e dificuldade essas piadas quebram a imersão e são “uma forçada de barra”. Fica uma dica: permita que as situação de peso ganhem mais veracidade e abertura quando elas se apresentarem, a trama leve é muito interessante, principalmente para um livro de 444 páginas de desbravamento e adrenalina, mas a densidade também faz parte. Que foi algo que ele conseguiu acertar no final, permitindo essa atmosfera mais carregada.
Agora, especificamente sobre o volume dois.
O começo do livro segue o estilo caça ao tesouro, seguindo pistas, armadilhas, e emboscadas, porém, essa parte logo passa, e vamos diretamente para as reais batalhas entre protagonistas e antagonistas, que aumentam de gravidade e dificuldade constantemente.
Um truque muito legal usado no livro, é que os lugares que são desbravados agora são muito mais antigos e encantadores que no primeiro livro, desde cidades de antigos povos que mudaram a humanidade para sempre, até lendas que poderia ser totalmente avessas ao dueto “anjos e demônios”. E a precisão dos detalhes foram tão bem colocados que começo a estudar uma viajem para um certo templo na América Central (quando o dinheiro me permitir claro).
Aqui também, o inimigo se mostra muito mais esperto, mais poderoso, e começamos a entender seus motivos e reais intenções, porém, os anjos não ficam atrás e um verdadeiro oceano de novidades são trazidas à tona da mais profunda possibilidade.
Outra coisa que senti um pouco de falta no volume um foi de romance, aqui ele vem à tona, pequeno, frágil, mas suficiente. Aquele tempero que torna muito melhor o sabor do que se degusta.
E dentre toda essa mistura de referências e nacionalidades, a verossimilhança salta à olhos vistos quando o grande clímax em fim, se inicia. Chefes de estado entram na dinâmica do livro junto com a maior organização global que reúne interesses de vários povos.
Surpresas não param de acontecer, e todo cenário riquíssimo ganha nossa mente, e desligá-la da aventura tornasse penoso. É um livro grande, e pelo número de aventuras e segredos e mistérios e batalhas pode cansar o público, mas recomendo, continue a leitura, pois nas próximas páginas, a magia sempre volta com força total.
Agora, Ethernyt, não tem medo de causar polêmica, tocando em quesitos religiosos, desde católicos, evangélicos (um pouco menos) e pagãs, colocando tudo no mesmo pote de misticismo, incredulidade e, por incrível que pareça, do próprio poder da fé. Pois, se no primeiro volume a criação da própria raça humana passa por uma releitura, tudo em que acreditamos ou não, assim como todas as organizações religiosas, aqui passam pela mesma tela e tinta que transformam tudo em um novo quadro, muito mais sombrio e fantástico.
Para quem gosta de uma boa aventura, com personagens encantadores, bom humor, criatividade e pesquisa em grau extremamente elevado e feito com muito zelo, eu recomendo.
E caso, o volume dois chegue em suas mãos antes do um, e a curiosidade for muito grande, pode ler, que o autor sempre explica o que se passou. Mas, se você leu o primeiro e ainda não leu o segundo, não espere mais.

Dica. Professores de história e geografia do ensino médio poderiam usar esse livro com seus alunos para lhes despertar o interesse e aguçar a vontade de pesquisa, além de incentivar a leitura com um livro que pode ganhar fácil o público adolescente com mais de 15 anos, mesmo sendo uma obra bastante adulta.

Eu fico muito feliz, por ter o meu autografado. Márson Alquati, é sem dúvida, um grande autor de ficção.

Mais sobre o livro no blog Ethernyt

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mulher

Eu poderia dizer muito,
mas a construção fala apenas por si mesma.
Aquilo que não se pode descrever ou explicar,
registro apenas, como imagens de sonhos
e rupturas na realidade.



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Resenha Cyber Brasiliana

Sem precedentes. Incrível. Chocante. Perfeito.

Autor Richard Diegues
Editor: Gianpaolo Celli
Revisão: Fabrícia Carpinelli e Romaniv Chicaroni
Projeto Gráfico:Verena Peres
Capa: Phil e Ico
Diagramação: Richard Diegues
Tarja Editorial.





Já faz um tempo que li esse livro, mas não fiz a resenha pois me sentia inapta por dois motivos. Primeiro pela complexidade do gênero “ficção cientifica” com a qual não tenho a menor familiaridade, e em segundo lugar, pelo estado de perplexidade e embriagues que fiquei após a leitura.
Richard Diegues - que além de escritor é editor e consultor tecnológico - nos diz na apresentação do livro sobre seu intuito de escrever um romance de Sci-Fi em um cenário cyberpunk que qualquer pessoa não familiarizada com as nomenclaturas tecnológicas pudesse se aventurar na história sem problemas e sem prejudicar a fluidez da leitura. O autor realmente consegue fazer isso. As terminologias mais complicadas vem e vão sem problemas, e conforme seus funcionamentos são descritos elas se tornam mais próximas e palpáveis.
Particularmente minha dificuldade (que foi apenas inicial) foi com o cenário em si, pois a estética futurista sempre me causou estranhamento e distanciamento. Mas aceitei a leitura aberta, e de bom grado me surpreendi com a capacidades do autor e as qualidades desta obra que é guiada pela humanidade e profundidade dos personagens, a riqueza dos cenários, a inteligencia nas divisões politicas e culturais desse mundo distópico e todos os outros ingredientes de um bom livro de ficção como perseguição, batalhas, romance, corrupção, vilões egoístas e poderosos, e seres humanos levados ao extremo de seus sentimentos mais variados e caóticos.
Agora, vamos ser mais específicos.
A capa. O personagem principal reina entre luz e sombra, com um óculos que lhe cobre o rosto, e na mão uma arma de fogo. A imagem parece ter sido construída com preto, branco (logo tons de cinza) e azul e verde. Tudo isso traz um resfriamento, combinando bem com a aura tecnológica e complexa do livro. Eu gostei muito da arte. Não parece uma obra que traria para si qualquer público, mas desperta curiosidade e ilustra bem o livro sem revelar detalhes.
O cenário. Podemos dividi-los em dois âmbitos que se somam. O primeiro é o político onde diferentes alianças e poderes assumem novos ares e estruturas, onde abaixo da linha do equador tudo parece ir muito bem economicamente, e do outro lado, tudo está incrivelmente caótico e o poder é mantido pela força. O segundo é a tecnologia do Hipermundo, um lugar ficcional (como a internet), mas onde realmente o mundo se baseia para sobreviver. Digamos que: é um ambiente onde todo o mundo se conecta com muita frequência e desde dados bancários até relações de amizade são feitas e firmadas. Mas ambas as realidades que se somam nos chegam de uma maneira bastante natural, apesar do estranhamento que ai possa haver, logo tudo é tão perfeitamente condicionado que a história caminha como se estive acontecendo na sua cidade. Esse universo tem seus primórdios, mas como é falho, também é finito, como todo sistema e regime que passa por crises até cair e então, precisar ser refeito.
O que tem um grande peso também na ficção, é sua capacidade de dialogar com a realidade atual tanto como metáfora como também como uma causa ou consequência do que se vive. E isto está lá: Metáfora e consequências provaveis. E a pesquisa somada a um enredo bem estruturado me vem como um respeito ao leitor, por acreditar na sua capacidade de raciocínio, não fazendo-o engolir um mundo novo totalmente incompreensível e não palpável.
Mas Cyber Brasiliana, não é a história de um mundo, é a história de pessoas. E os personagens, para mim são o ponto chave.
Não vou detalhá-los para não estragar a surpresa do leitor, mas as construções são do meu gênero favorito, são personagens com personalidades complexas, bem construídas, com suas razões, emoções, momentos de força, de fraqueza, de devaneio, de dúvidas de si mesmo, falhas, motivações reais, medos, virtudes e defeitos. Além disso, os personagens são mutáveis, evoluindo conforme a trama, e também revelam segredos. O autor nunca nos diz tudo a respeito das reais intenções de cada um, tanto os protagonistas, quanto os antagonistas, revelam reais intenções e motivações ao longo da trama.
Outra questão que adorei no livro é o tom real dos acontecimentos. Não existem heróis predestinados, ou vilões que são pura maldade, porém, há violência e bondade como existe nas coisas que acontecem no dia a dia, no mundo inteiro.
Como um registro da vida de alguém, uma cortina é suspensa a cada passo que se dá dentro da narrativa, com amor, surpresas, perigos, máscaras que caem, certezas que são erguidas. E o melhor tipo de herói, aquele que se torna um ao se deparar com a situação problema e resolver enfrentá-la por seus princípios e pelo bem maior.
O final realmente surpreende. Ele é sólido, com sofrimento, alivio, esperança e cicatrizes físicas e psicológicas que marcam tanto os personagens quanto o leitor. Não se sai do mesmo modo dessa leitura, cumprindo o real papel de um livro (na minha opinião) que é tirar o leitor de seu lugar de conforto e fazer parte da sua vida.

Eu fico muito feliz por ter adquirido esse livro, ainda com autógrafo, e recomendo essa obra aos quatro ventos.

Um romance ficcional de alto nível, um dos melhores. (ou até mesmo, o melhor que já li).
Richard Diegues é um dos poucos autores que promete mundos e fundos na sua obra, e cumpre com excelência. 

Mais informações aqui:

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Perse - Melhores Capas

Uma iniciativa que vale a pena divulgar e participar.


Todos os autores independentes ou não, junto com seus editores e amigos buscam uma arte interessante para a capa de seu trabalho, mas sem um retorno do público, a tarefa fica muito difícil e perde a funcionalidade que é comunicar, e claro, fazer com que pessoas interessadas pelo assunto escolham seu livro, e nao outro.

Assim a Perse quer nossa opnião. É bem fácil.


Vote no Prêmio Melhores Capas


O PerSe lançou o Prêmio Melhores Capas, que escolherá a capa mais instigante e mais vendedora, dentre os livros que se inscreveram. E todos poderão votar nas três melhores capas.




E o mais legal é que, como forma de agradecer aos votantes, a Perse estará sorteando um iPod Touch entre todos que participarem.



Para votar clique no link perse e cadastre-se. Depois de se cadastrar você receberá um e-mail com login e senha para a votação. Vote e você estará concorrendo.



 
Para mais detalhes sobre a promoção acesse: Prêmio Melhores Capas 








Bom pessoal. eu já votei e estou divulgando por aqui também.
As capas são de títulos e gêneros bem variados, e a votação é super rápida. Nos dê sua opinião de leitor, crítico, ou de consumidor apenas.

E, assim que o resultado, tanto das capas como do sorteio sair, eu também comunicarei aqui pelo blog. OK?

Espero sua participação.






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