domingo, 29 de abril de 2012

Um inverno me esfria


 Pensamentos desconexos e cappuccino.

Autor: Darlan Soares
Projeto independente
Uma obra patrocinada por Strata Engenharia




Poesia é sem dúvida uma de minhas paixões, do mesmo modo que adoro obras que são escritas de forma inovadora, fora dos padrões corriqueiros da prosa.  E à partir daí, já é possível refletir um pouco sobre o que esperava desse livro, porém, antes de falar sobre ele, é preciso dizer que o livro, cheio de potencial, deixou pontas soltas.
Assim, vou escrever primeiro, sobre alguns pontos negativos do livro.

Inicialmente, quando o autor elogia sua obra, me deixa desconfortável para com a leitura. Mas tudo bem, sem um editor ou alguém para prefaciar, não há muito mais que se fazer. No entando, sempre achei que o autor que traz frases como “oportunidade única” ou “fantásticas páginas” é um tanto presunçoso, talvez,  não necessariamente, ele tenha tido essa intenção, mas efeitos existem, e não é dos melhores. Daí, a necessidade de que alguém da área reveja o livro e levante com ele esses questionamentos. Normalmente, papel de um editor.
Da mesma forma, a poesia empregada por Darlan, apesar de já se mostrar ser direta e confusa ao mesmo tempo, não me veio como poesia, mas sim, como uma reestruturação de quebras de raciocínio apenas.
Outro ponto que poderia ter sido melhor, é a capa. Visto que a história se passa no Brasil, não entendi porque o “inverno” sugerido no título e durante a história, tenha que ser refletido com uma imagem de uma floresta com neve. Do resto, faltou trabalhar o título que ficou apagado entre as imagens.

Mas, o livro tem pontos positivos.
Não da para negar que Darlan Soares, mergulhou com tudo na ideia de fazer algo diferente, não coloquial, angustiante, e rápido (não chegam a cem páginas). Com toda essa confusão, se o livro não acabasse logo eu o jogaria longe (não, não jogaria) de tanta agonia que me deu ao ler os pensamentos desconexos lá descritos. É fácil tornar-se o protagonista Bernardo, diante sua narração em primeira pessoa, louca e fragilizada.
A dramatização está pontual e ideal. A chuva, o frio, o cappuccino, a revolta, o garçom, a tal moça de vermelho e tudo o mais.
Outro ponto bem trabalhado é a falta de marcação das horas, típica a alucinações e devaneios, sem que possamos saber o tempo que cada acontecimento durou.
Tanto pelo tamanho, quanto pela energia empregada no livro, a leitura flui muito bem, e um leitor acostumado pode desbrava-lo em um ou duas horas, porém, por ser tão entrecortado, facilmente alguém pode coloca-lo de lado, perdendo uma leitura diferente e dinâmica.

O livro, sendo revistas as pequenas falhas, tem muito potencial, assim como o autor que se trabalhar, pode ganhar muito, e escrever grandes textos.
Vale a pena ler, e principalmente, vale uma reedição por parte do autor.
 

sábado, 28 de abril de 2012

Le Monde Bizarre – O circo dos horrores


Onde está o feio? Volta a crítica do grotesco.

Vários Autores

Ilustração de Capa: Chris Harvey
Arte da Capa e Diagramação: M. D. Amado

Ilustrações Internas: Christophe Boisson,
Bahnean Teodor Andrei, Chirs Harvey e
Charmed by Jessica
Fotos: Konradbak e Cristian Nitu

Revisão: Celly Borges
Editor Responsável: M. D. Amado





Circo, desde sempre, tem no imaginário das pessoas o significado de fascínio e também de horror, o que não é, necessariamente, uma ambiguidade. Por ai, há inúmeras pessoas que quando crianças tinham medo de palhaços, e também a crença de que, por trás das lonas, todo tipo de regras poderiam ser quebradas em uma vida cigana e lúdica. Mas, grandes companhias circenses são reconhecidas pelo excesso de disciplina de seus acrobatas, como o Circo de Soleil, o que, para eles, pode ser um misto de fortificação e crueldade. Assim, o circo parece ser sempre um mundo à ser apreciado, mas nunca, conhecido. E é um tanto isso que acontece nesta antologia, onde bastidores promovem um reencontro entre pesadelos macabros e sonhos doces como bailarinas.

No início, o organizador M. D. Amado cria a companhia com alguns detalhes a serem seguidos pelos escritores que viriam a submeter seus textos à seleção, como o dono da companhia Monsieur Serge Tissot, porém sem nada que amarrasse a possibilidade criativa dos autores, e é exatamente esta criatividade o carro chefe dessa trupe.

Um conto após outro, me surpreendi com as variedades possíveis, desde lugares, personagens principais, tramas e conceitos entre aquele que é mal ou bom, e também claro, com as diferentes “criaturas”, “aberrações” ou simples humanos, que vivem ou viveram seus dias em tão misteriosa e onírica trupe.

O prefácio, curto e direto, está por conta de Medo B, mantenedor de um espaço horripilante na internet conhecido como medob.blogspot.com.br. Ele então fala sobre a principal sensação que deve lhe causar a leitura, o próprio medo, e sem muitas delongas, nos deixa por nossa conta e risco na leitura. 

E agora, vamos aos contos.

Inicialmente, Kássia Neves, parece reescrever passos de Mary Schelley, pelo jeito eloquente de seu personagem principal, que demonstra mais sensibilidade do que se esperaria diante sua aparência. Aqui, repete-se o aviso de “cuidado” junto ao retorno ao nascimento da companhia. Em “À Cidade de Metrópia” há quase um nova apresentação porém, com muito mais sangue e horror.

Duda Falcão, em “Desfile” traz no início de seu conto, uma verdadeira caravana da fantasia, feito uma apresentação rápida de um espetáculo de comédia dell’arte, colorido e fascinante, porém, com um toque de bufão, forte e sarcástico. Seu melhor fica por conta do mistério e do que não foi dito, nos deixando à deriva do mal promovido pela companhia.

“Freak”, é narrado bem costumeiramente à forma circense, contando uma história do palanque, sobre um assombroso causo. Alexandre Heredia (autor convidado) fala muito pouco, ou quase nada, sobre a companhia, mas nos faz imaginar que nós, leitores, estamos lá, por debaixo das lonas (coloridas ou não) de frente a aquele que nos dirige a palavra. Um conto para quem precisa de estomago forte.

“Sinfonia dos Mortos”, apesar de um elemento bastante óbvio logo no início do conto, ganhou-me por completo com seu ar de pesadelo e tem um final que não é, em nada, parecido com o que eu esperava. Ele é simples, belo, horrível, me lembra os quadro de René Magritte (meu pintor favorito), porém, modeladas no desespero e na escuridão. Pedro Almada, criou ótimas imagens e saiu-se muito bem. (Um dos meus contos favoritos).

Celly Borges, com “Jackie” traz uma história rápida, a base de inocência e violência. Aqui, outra criança reina, louca e doce costurada feito uma boneca de pano, à quem falta algo muito, muito especial. Um retorno a um mito do horror em um momento rotineiro da cia.

“Medicina Transformadora” de Valentina Silva Ferreira, traz um novo elemento às horripilantes atrocidades do circo. Ela toca em algo muito sério, que pode até passar desapercebido, quando refere-se à ética médica. Aqui, Tissot além de cruel e ambicioso, é vingativo. Um conto também veloz e cheio de tortura e sem medidas para o ódio.

Lucas Lourenço, com seu texto “O Garoto de Ferro” altera a formação do circo, e mostra, por mais de um elemento, que o feio, o cruel, e o horrível é parte do coração do homem, e não de pessoas deformadas, ou não humanas. Apesar de toda violência que há na história, ela tem uma passagem leve, que diz mas não diz, revelando em meias palavras e nos fazendo engolir em seco a crueldade. Aqui sim, o circo é um lugar onde o colorido realmente é mágico e as manchas de sangue que esconde, são... outras. Um conto lindo. (Meu segundo favorito).

“O Maior Espetáculo da Terra dos Mortos” parece surgir em meio a brumas e neblina. E sabendo que o autor Rochett Tavares é fã de Lovecraft, ficou claro as influências em alguns momentos. Neste enredo, inclusive, a companhia passa por um lugar mais sombrio que ela mesma, e tudo parece saltar aos olhos. Medo e curiosidade guiam a leitura todo o tempo, causando náuseas e calafrios. Eu realmente mergulhei nessa história e entrei no cenário inóspito. (Outro conto favorito).

E depois, seguindo ainda pela trilha do inesperado em terras longínquas, Iam Godoy (autor convidado) nos leva para uma história cheia de horror visual, com direito a sustos, caveiras, ossos e uma pausa para a trupe de Le Monde Bizarre. Com o forte no cenário, "Sake em Aokigahara" traz uma caneca cheia de repúdio e incredulidade. Personages cheios de espiritualidade (mesmo que negativa) e falas bem trabalhadas. Outro que precisa de estômago forte e promete sustos.

Em seguida, como prova da supremacia do circo, temos o conto “Pesadelo Interminável” de João Regaciano que traz outro ponto de vista de fora do circo. Com cenários cheios de detalhes e emoção, ele nos leva por atrocidades e carneficina além de trabalhar as sensações do personagem, e momentos de angústia.

“Remendos de Carne” tem o misto de dois ingredientes poderosos, um que vemos nos telejornais todo o tempo, e o outro, o fantástico, que é descrito com detalhes e beleza de uma peça de teatro sendo encenada. Aqui, o circo fica em segundo plano, mas não deixa de estar presente. Um conto forte, mas na medida certa para, inclusive, nos surpreender. Rafael Sales, criou cenas caprichadas no começo, e liga pontos diferentes de uma história que clama por justiça.

Firmando que o mistério é tão importante quando crueldade, aqui há um conto onde os protagonistas não estão sob os holofotes, e sim, do lado de fora. Ao ler “O Trailer” senti-me como assistindo um filme, com personagens muito bem construídos e cheios de veracidade. O que manda aqui é o suspense, e não o sangue derramado. A. Z. Cordenonsi fez diferente, e com sucesso, em uma história que também nos tira umas risadas.

E como as elucubrações sobre Serge Tissot parecem não ter fim, elas ganharam de verdade o imaginário dos autores. G. Araujo, criou outra forma de prolongar a vida deste personagem em “Faça Seu Pedido”. A escrita é rápida, e tudo acontece bem amarrado e de maneira crescente. Um conto com bastante ironia (do destino) e com uma linha um tanto comum para conduzir o enredo. Tudo tornou o trama leve e quase divertida.

M. D. Amado encerra o livro com seu conto “O Ocupante do Carro Vermelho”, com boas dosadas de sangue e vísceras, também sugerido para os de estômago forte, e claro, com o humor já costumeiro das escritas dele. Com surpresas e uma ambientação cheia de ironia o conto flui tranquilamente e repleto de bons absurdos que descontraem o clima denso e bastante perverso da obra. E nem tudo, é o que parece.

No final, respeitável público, Le Monde Bizarre é sim um livro repleto de sangue, crueldade e cenas horríveis, porém, com bons traços de comicidade. De todos as antologias que li (não que tenham sido muitas) esse foi, sem dúvida, o que mais facilmente devorei. Ele saí do costumeiro horror e parte para trilhas de bizarrices e, muitas vezes, de crítica.

De uma maneira geral, e que me deixou muito feliz, é que os autores em nenhum momento fizeram com que os personagens mais fora do comum (sendo eles alienígenas ou apenas pessoas geradas com alguma deformação) viessem a se tornar os vilões da obra. O questionamento do que realmente é o feio, ficou latente em muitos contos, sendo a ambição o principal fio condutor desses tiranos, desde a que segue por dinheiro, por poder, ou vida eterna.

Também fiquei muito contente em ver a variedade de cenários que os autores exploraram, alguns, deixando claro bagagem e pesquisa (como Rochett Tavares e Iam Godoy) e outros, de uma forma mais pessoal e bairrista (como M. D. Amado). Foi muito boa a experiência como leitora, de ir com esse circo para diferentes lugares do globo, e em outros momentos, acreditar que a trupe poderia estar na cidade ao lado. 

Além de tudo isto, o livro tornou-se atemporal e místico, e vai muito além da sinopse ou apresentação.


Mais sobre o livro e onde comprar:
  

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Arte da Invisibilidade – Monólogos de um escritor renitente – Vol I



Isto é mesmo uma resenha?
Posso abrir mão do vinho seco e tomar uma cerveja preta?
Tudo bem, vou escrever essa resenha hoje!

Autor: Allan Pitz
Produção Editorial: Editora Dracaena
Editor: Léo Kades
Projeto Gráfico e Diagramação: Francieli Kades
Capa: André Siqueira
Revisão: Valéria Righe Dias




Eu fiquei muito tempo imaginando como fazer essa “resenha” e pouco me convenço, agora nas primeiras linhas, de que seja isto que eu estou fazendo. Ou pior. É isto que quero fazer a respeito deste livro? Não. Não é isto que quero fazer. Eu gostaria, mais do que de resenhar ou falar sobre esta obra, é de sentar ao lado do autor e conversar sobre esse seu “monólogo” cheio de apreciação e elucubrações a cerca do nosso mundo, ou como eu gosto de chamar “nossa quase fadada humanidade”. Mas, confesso, tem maior importância os porquês dessa vontade do que a vontade em si (ao menos para um ou outro que leia essas linhas que escrevo ao som de The Smiths).
Dos motivos, o primeiro é que concordo com muito (quase tudo, talvez menos o apreço pelo vinho seco) que Pitz descreve em sua louca viagem sobre a “energia criacional” ou sobre as teorias da conspiração, ou pior, sobre esse nosso automatismo em obter sucesso dentro de um – cruel e perverso – sistema de regras opressoras e amarras de futilidade, em vez de felicidade real. Por tanto, aviso a aqueles que ainda não notaram, que serei muito pessoal e devo me empolgar além do costumeiro nessa minha loucura em tentar fazer jus a mente do escritor e suas percepções.
Assim, é chegado o segundo e real motivo pelo qual tomo coragem, ousada e rebelde, de falar dessa obra do modo que o faço. E ele, o motivo, é a filosofia. Talvez, aquela que eu entenda como sendo a real de todas, aquela que nos faz pensar, rever, que busca soluções possíveis, caminhos, mas nunca fórmulas e receitas. Afinal, a filosofia não deveria ser isto? O pensamento não deveria ser nossa maior arma, munida de questionamento, compreensão, estudo das situações, olhares profundos a respeito de pessoas, grupos, sociedade, planeta, e tudo o mais?
De outro modo, o quanto isso é incomodo? Sair do sistema, abandonar o jogo dependendo dele, como ser independente sendo que precisamos do todo para comer, andar, ler, nos locomover, etc...? Questionar e ver o quanto tudo está errado, o quanto somos frágeis perante o sistema, ou o quanto poderíamos ser, se soubéssemos disso, fortes e muito mais felizes e realizados, tudo isso dói. Dói sentir as verdades se diluindo em mentiras, corrupção, abstinência de valores, no mar das ilusões das quais vamos navegando a deriva, acreditando piamente, que remando com fúria e obstinação chegaremos em alguma praia. E então, se deparar com todos os questionamento de “A Arte da Invisibilidade” e descobrir que não há praia alguma. E se existe alguma ilha, ela tem donos poderosos, verdadeiros canibais, que o deixarão ficar enquanto lhes for útil apenas, sendo este, só mais um trabalho escravo.
Está tudo errado. E então, tornar-se invisível, reconhecendo o que é invisível, é, talvez, nossa única esperança.

Este foi meu desabafo pessoal, e espero agora conseguir falar sobre o livro.

Com uma proposta muito interessante, e um estratagema bastante não linear e pessoal, Allan Pitz descreve uma série de pensamentos sobre o modo que enxerga a construção de nossa sociedade e as amarras que nos fazem, dia após dia, lutar por lugares e reconhecimentos que, na maioria das vezes, não são aquilo que realmente desejamos, e que, dessa forma, contraditória e opressora, nos faz de escravos.
Do macro ao micro, e vice-versa, segunda Allan, o que fazemos é nos prender em futilidades todo o tempo, o que vai desde a escolha de uma profissão, nossos sonhos, ou os relacionamentos que forjamos e mantemos por interesse, cada um com sua máscara, e assim, vamos nos perdendo entre tanta superficialidade, nos vendendo como produtos.
Um ponto também citado pelo autor é que, enquanto estamos cansados demais para atuar de modo verdadeiro às nossas escolhas e necessidades, outros, mais poderosos e donos do jogo, criam essas regras que nos amarram durante toda a existência da sociedade.
Porém, para ele, existe uma possibilidade de, se não é possível reverter o processo, ao menos, não ser enganado por ele. A arte da invisibilidade então – do modo que eu entendi, e o autor, por favor, me corrija se não compreendi o que quis dizer – consiste em fazer escolhas conscientes sobre quais regras queremos utilizar nas nossas jogadas. De uma forma, talvez, mais clara, é o momento em que você percebe o que realmente quer pra si, e passa a usar o sistema e a sociedade, apenas no que realmente lhe interessa, e sem fazer dessas metas de sucesso impostas por ela, seu real objetivo de vida. Mas atenção, usar o sistema, não é usar as pessoas.
Mas e o livro? O que são esses monólogos?
Os capítulos são uma tentativa de mudança ordenada e cartesiana dos pensamentos de Allan Pitz sobre essas questões, porém, o que há de melhor ainda, é sua forma pessoal e sincera de trabalhar com isso, revelando as situações em que se encontra enquanto escreve sua obra (como o vinho seco que ele parece tanto apreciar), revelando situações pessoas, as relações com o editor, com seus vizinhos, seus anseios, tudo isto em uma montanha russa de certezas e dúvidas.
O livro ainda inicia com uma posologia, para a apreciação do mesmo, que eu não respeitei!
“A Arte da Invisibilidade”, tem um ar bonachão e sincero, de amigo para amigo, que grita empolgado sobre suas descobertas em uma mesa de bar ou no sofá da sua casa. Passa muito longe de livros cheios de instruções e fórmulas meticulosas de gente instruída que busca, à partir daí, convencer-nos de sua ideia.
As viagens de Pitz passam por inúmeros conceitos, mas parece que o principal dele, é aquele que a todos nós, ou a grande maioria, tem acesso sem notar. A capacidade de observar, e ver o que se esconde por trás do que nos foi ensinado a ver.
E muitas vezes a frase "tornar visível o invisível" de Peter Brook, me surgia. Fora do contexto do diretor e dramaturgo, mas resumindo, se isto fosse possível, o livro de Pitz que, intitulado volume um, parece guardar em si mais dessas questões a serem divididas.
E nada que escrevi, parece realmente sustentar o livro, é ainda uma outra coisa, um outro momento, um sonho, uma troca, uma conversa, um caminho, muitas paradas, lugares vazios, incertezas, motivos...
Pitz, é um vendaval desenfreado de ideias que, ou nos arrasta, ou causa tanto estrago que nos obriga a reconstruir. É um dragão que cospe quimeras e questionamentos, e depois pisca o olho direito como se, para ele, atear diretas e chamas que iluminam nosso cinismo natural, fosse apenas parte do seu café da manhã, rotineiro de todo.
Já aprecio a escrita de Pitz de outras obras,  mas aqui, ele parece, assim como suas ideias, desnudo de qualquer outra vontade que não seja de nos falar, nos abrir os olhos, desanuviar a mente de tantas informações, sabendo que a melhor forma de nutrir-se, é plantar.

Mais de Allan Pitz e suas obras você encontra aqui: paquidermesculturais.blogspot.com.br

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Comentários - Parte I

Neste espaço eu quero agradecer a todos os que manifestaram sua opinião sobre algum dos meus trabalhos de algum modo. Qualquer comentário é bem vindo sempre, tanto os que elogiam e nos fazem continuar, mas também os que nos apontam os erros e nos fazem crescer.

Essas críticas vêm de diferentes formas e meios, e aos poucos espero poder reuni-las aqui, pelo simples fato de que realmente preciso agradecer, pois é sempre muito bom saber que de alguma maneira, aquilo que fez tocou alguém, mesmo que minimamente.

Meu muito obrigada.

Atualizado em 23.09.2011:

O João Norberto (@Resgatejoao) também fez um desenho super legal baseado no conto “Anita”. Eu já tinha ficado muito contente com os comentários dele via twitter a cerca desse trabalho, e agora que ele desenhou a minha querida personagem eu me emocionei ainda mais.

Muito obrigada João.






Atualizado em 21.09.2011:
♠ João Norberto @Resgatejoao tuitou:

"comecei a ler o conto "Anita" de @CarolMancini15 e tá ótimo! Bastante sangrento, sexual e sensual... Devo terminar amanhã e comento melhor." 17 Set.

"Terminei de ler hoje o conto "Anita" de @CarolMancini15 publicado na antologia Insanas... Elas matam da @Estronho"18 Set

"(cont) história! Parabéns a @CarolMancini15 e à @Estronho pelo excelente trabalho!!"18 Set

Foi uma surpresa esses “tuites”, fazia um tempinho que não recebia um comentário sobra “Anita” que é um texto pelo qual tenho particular apresso.


♠ O Autor Fabian Balbinot @magicjebb1 deixou um link da sua resenha pelo blog “Respirando Arte” direto do seu blog:

(…) Este é um dos trechos que mais me agradou ao ter lido a resenha bastante erudita e interpretativa que a Carolina Mancini escreveu em seu blog Respirando Arte. Com minúcia e tato, sem deixar de lado sua própria opinião, ela expõe os prós e contras do meu livro, e o parágrafo acima discorre sobre um destes pontos a que dou muito valor, mas que não parece despertar muito a atenção de resenhistas em geral: a crítica aos sistemas sociais e políticos, e mesmo ao modo de vida do ser humano, coisas que aparecem com constância nas páginas de Doença e Cura.

Sem dúvida, uma das resenhas mais elaboradas que Doença e Cura já recebeu, fechada com chave de ouro no parágrafo final...

(...)com amplo destaque para a inovação do enredo e a escala universal em que a trama se desenvolve, que, pelo menos para mim, são pontos cruciais em minha obra.

Quando um autor reconhece seu trabalho como crítico nos da uma sensação de importância e de trabalho feito.
Legal dar uma conferida lá direto, e o blog também é super legal:


♠ O blog cafedeontem.wordpress.com fez uma resenha sobre o livro “Cursed City” uma antologia de contos da Editora Estronho, ambientada em um cenário de Velho Oeste cheio de horror e sobrenatural, onde fui selecionada com o conto “Número 37”.

"Carolina Mancini também investe em uma charmosa personagem que vive uma noite dos diabos na cidade em Número 37, e mostra uma prosa ágil e cheia de energia."

Leia a resenha do livro na integra aqui;


♠ Ainda sobre a antologia do velho oeste, o blogdopainerd.blogspot.com, fez uma resenha muito boa conto-a-conto e aqui vai um trecho do comentário sobre “Número 37”:

(…)Uma personagem feminina num universo masculino que chama a atenção dos homens de Cursed City, habituados a vê-las como prostitutas ou vítimas. Uma surpresa os aguardará... e também aos leitores.

Eu gosto muito dessa resenha e você encontra ela na integra aqui:


♠ Os blogs emporiodoslivros.blogspot.com e eloletras.blogspot.com também fizeram resenhas para Cursed City. E aqui tem os links diretos:


♠ Outra antologia da Editora Estronho onde participo – nesse caso como convidada – foi “Insanas... elas matam” de onde surgiram resenhas muito legais. Um deles foi no blog alitfan.blogspot.com (um blog lindo por sinal) Tânia Souza @tania_souzza também registrou suas opiniões, e sobre meu conto “Anita” ela disse:

“A Anita de Carolina Mancini é quase cativante em sua solidão e complexidade. Quase. Sensual, confusa, insana, amaldiçoada? A cada cena a protagonista revela uma face e nesse caminho de autoconhecimento, consciência e aceitação, o mal ganha dimensões extremas.”

Fiquei muito contente com as palavras dessa moça. Realmente me emocionaram.
Resenha na integra aqui:


♠ Daniel Borba no blog alemdasestrelas.wordpress.com quando resenhou essa antologia encerrou seu comentário a respeito do conto “Anita” com a seguinte frase:

“(...)Conto assustador.”

A resenha está muito legal também, e adorei essa parte do comentário. O todo você encontra em.


♠ O site livrariaoutubro.com.br fez um ótima resenha, e o comentário também foi bem legal:

"Anita [Carolina Mancini] é uma garota singular que tem uma vida protegida e envolta em mistérios. É atraente o questionamento sobre a beleza e feiura, inocência e malícia."

Resenha na integra aqui


♠ E no eloletras.blogspot.com também tem resenha do livro "Insanas" onde me senti honrada por dividir escritas com tantas mulheres de talento:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...