quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Fúria do Cão Negro.

Quando as expectativas se concretizam, e muito positivamente.

O livro A Fúria do Cão Negro de Cesar Alcázar, é uma leitura encantadora e rápida. Cliché dizer que prende do início ao fim, mas é a verdade. Lido em dois dias (não consecutivos, por problemas de tempo, pessoais), ele é repleto de ação, sem aquela perspectiva exagerada e excessiva de uma mesma cena expandida a exaustão, e sim, sequenciais batalhas que levam a conhecer a fúria do personagem em sua sede de vingança, e também sua história.

O destaque vai para o personagem secundário Sean. Um fora da lei que não vê tanto glamour no seu modo de vida, também um trovador e um poeta. Ele traz, assim como Sancho à Quixote, a humanidade ao mercenário e a história, principalmente quando a reflexão fala mais alto que a adrenalina e as emoções vindas com o sangue e a futura vitória.


Uma crítica ferrenha a estruturação de poder político e religioso perpassa a história, assim como a descoberta do real vilão, o fanatismo.

Há ainda um pouco de amor, nada romanceado, mais de uma devoção sincera e real, o que motiva em si as escolhas do personagem durante a história.


Difícil, no entanto, é recuperar o folego depois da leitura. O livro chega e vai embora de uma vez, deixando uma marca feito um soco no estômago. Uma obra que mescla história gaélica, mitologia e muitas doses de sangue, deixando um gosto enorme de “quero mais”.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Outra paixão. Dessas sem motivo. Vivendo Amanaci.




São curiosos, e nenhum é melhor do que o outro, os motivos pelos quais as pessoas escolhem falar de diferentes temas culturais, entre eles, o do índio e/ou do nosso folclóre.

Então, só posso revelar o meu.
Não é patriotismo, e talvez parcialmente por achar que o papel do artista é também o do difundir culturas através da arte. Mas o que vale mesmo aqui, é a paixão.

Desde criança meus olhos brilhavam para tudo que era "coisa de índio". Tudo mesmo. Desde o dia do índio e ser pintada na escola, até os programas da cultura que abordavam o tema.

E, Ah! Como meu coração queria saltar quado meu avô me dizia que sua mãe era índia e que, algo em mim, o fazia lembrar dela. Mesmo eu quase loira, e mais branca que papel.

Se eu sinto muito não ter investigado essa história enquanto ele ainda vivia, hoje eu só posso imaginar.

E criar.

E surgiu Amanaci. Essa garotinha especial, filha de icamiabas, manca de uma perna e que sonha em conhecer o reino de Anhangá ainda em vida.

As postagens vão ao ar no site Quotidianos, e segunda, dia 10.08, teremos o final da primeira aventura dessa pequena.

E enquanto isso, o link das duas partes da primeira aventura.

Quando escurece o coração (parte 1)

Quando escurece o coração (parte 2)

E também, a sua apresentação ao mundo:

A promessa de Amanaci

Eu eu to feliz, assim, igual essa indiazinha aí de cima, que no final de contas, tem tudo a ver com a Amanaci.

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