segunda-feira, 26 de março de 2012

Li um livro: Persépolis


O que tenho em mãos, na verdade, é um quadrinho! E que HQ (!!!). Eu já havia visto o filme de mesmo nome – uma animação – e comprovei que, mesmo o filme sendo lindo, o livro – como costuma acontecer – é infinitamente melhor.
Mas, vamos ao que interessa.

Marjane Satrapi
Quem narra a biografia (pois sim, é uma autobiografia) é a iraniana Marjane Satrapi. Ela que viu e viveu a revolução que levou o povo do Irã para o regime xiita, nasceu na classe média, e fugindo da guerra viajou ainda na adolescência para longe de sua terra e família. Na Áustria ela passa por uma séria de problemas e reflexões à cerca de sua identidade e maturidade. Depois de adulta, Marjane resolveu contar sua história e de seu país para seus amigos de um modo pouco convencional. Uma sequência de histórias em quadrinhos que vendeu mais de 400 mil exemplares só na França, país onde estabeleceu sua moradia.


Persépolis é surpreendente! O traço descompromissado, mas extremamente peculiar divide espaço com seu texto perspicaz, narrando o cenário tétrico do Irã, junto com as angústias e aventuras da autora enquanto menina e adolescente, que vão de um mundo onde ela conhece Iron Maiden, Michael Jackson, depressão, aulas de artes, véu, festas às escondidas, e toda a riqueza que só uma história real parece conter.


Marjane, acima de tudo, é uma artista que fez de sua própria história, uma incrível obra de arte.


Há muito sobre a obra, mas há também aquilo que é novo. Olhar para o povo do Irã – e sua batalha com o Iraque – e tanto mais a partir de outro ângulo. Um ponto de vista humano, frágil e forte como uma menina/mulher, e não como nação. E ainda, poder se emocionar e rir, e de tempos em tempos enquanto se perder nas ilustrações em preto e branco, pensar na verdadeira Marjane, e tantas outras pessoas com histórias como as dela: reais.


Nota Wikipédia:
Persépolis era a antiga capital do Império Persa, (...) A partir de 522 a.C., foi a capital do Império Aquemênida, que na Antiguidade dominou a região do Oriente Médio. A cidade de Persépolis localizava-se no atual Irã, e foi a capital religiosa dos Aqueménidas.
Quando Alexandre III da Macedônia invadiu o Império Persa, permaneceu algum tempo na capital imperial. Um incêndio no palácio oriental de Xerxes se alastrou por toda a cidade, destruindo-a parcialmente. Há duas hipóteses sobre a origem do incêndio: uma vingança de Alexandre pelo incêndio da Acrópole, ordenado por Xerxes (Xerxes é citado no começo do livro) durante a segunda guerra greco-pérsica, ou um acidente provocado por Alexandre e seus generais durante uma bebedeira.
Em 1931, foram encontradas ruínas de um enorme palácio. Especialistas dizem que ele tinha uma avançada arquitetura.
Devido a esta descoberta Persépolis passou a ser um importante sítio arqueológico do Império Persa, onde foi encontrada uma enorme variedade de artefatos, principalmente em cerâmica e grandiosas ruínas.
Persépolis foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1979.

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